quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A nossa aliança não está no dedo!



"Não é no anelar, mas é na ponta dos dedos a nossa aliança. Ali está a sensibilidade, ali está a energia que faz de nós vulcão e brisa de mar. Nossa aliança é a sabedoria de decidir a intensidade do toque, a reciprocidade da intenção. É o tato da barriga do outro nas costas quando nos juntamos para dormir, mesmo que essa posição dura menos de dois minutos. Nossa aliança é o cheiro de café no beijo de bom dia.

Nossa aliança é a minha inocência em amar as pessoas e a sua resistência em acreditar que seja possível amar tanto. É a minha vontade de pedir desculpas por qualquer coisa que eu não tenha feito e a sua mão firme, segurando a minha, e dizendo “calma, essa solidão vai passar”. Nossa aliança é a certeza de que não existe balança perfeita entre as diferenças e semelhanças para um casal, mas a nossa se equilibra sozinha.

É o seu cabelo se adaptando ao meu shampoo, os pelos naturalmente penteados do seu braço me fazendo chorar de felicidade no meio da noite e o tato do meu pé encaixando no seu enquanto dormimos. Nossa aliança é a sua vontade de conhecer o mundo, a minha de não sair do Brasil nunca e a nossa certeza de que a nossa casa é o melhor lugar que pode haver.

Nossa aliança não é cumulativa. Se renova a cada música nova que descobrimos juntos, a cada momento em que conseguimos expulsar nossas intensidades do quarto para sermos leves juntos. É a certeza de que as brigas mais homéricas que tivemos não foram egoístas: na verdade eu briguei pra que você fosse mais feliz e você para que eu sorrisse mais.

Nossa aliança é o choro cúmplice que temos quando temos medo de que a febre nunca passe, mesmo sabendo que ela vai passar. É a fragilidade que escorre em lágrimas porque não tem motivo para esconder: está escancarada nos olhos.

O que nos une é a vontade que eu tenho de que você leve cantadas baratas de garotas lindas em noites com os amigos e a sua mensagem pedindo pra que eu flerte com alguém no boteco. É o desejo de que o outro tenha sempre motivos para ser confiante, para se sentir bem, para ter certeza de que sexo se encontra fácil, mas como o nosso não há. Nossa aliança é a certeza de que não precisamos um do outro, mas nos queremos acima de qualquer coisa.

Uma aliança é circular porque não tem começo, nem fim. O que nos une é a certeza de amor é eterno recomeço"

Marina Melz

sábado, 24 de janeiro de 2015

O amor!

  "Amor não acaba. Filmes acabam, balas acabam, dias acabam, beijos acabam, noites acabam, chocolate acaba, o assunto acaba, a paciência acaba, a vontade acaba - desejo diminui. Mas o amor não. Ele entra em coma, fica fraco, doente e, se for o caso, morre. Amor não é um sentimento, um fato, um objeto. Amor é uma vida, é algo que sai da compreensão humana, científica, racional. Amor não começa e acaba. Amor nasce e morre."


Autor desconhecido

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A incrível geração de mulheres chatas

"Não faz nem um mês eu disse aqui que a melhor desculpa de uma mulher que está sozinha é que não tem homem no mercado. É muito boa. Mas tem uma que disputa à faca o primeiro lugar: estou sozinha porque os homens têm medo de mulheres independentes.
Uma ova.

E posso afirmar: a cada minuto que você reclama, tem outra mulher também independente e bem sucedida – mas muito mais esperta do que você – sendo bem sucedida na dança do acasalamento. E você aí, sozinha no bar com as suas amigas independentes, com suas bolsas caras, indo dormir sozinhas, reclamando da morte da bezerra e dos homens. Aqueles ingratos.

Não sei de onde tiraram essa ideia de que a vida só mudou para as mulheres. Não é possível que a gente acredite mesmo que fomos criadas para ganhar o mundo, estudar, disputar vagas de trabalho, fazer o imposto de renda, encarar hora extra, sair sozinha com as amigas, e que ninguém contou nada aos homens. Enquanto isso, os pobres empacaram no tempo e, portanto, hoje temos que conviver com trogloditas que ainda esperam casar com a dona Baratinha.

Tenho um irmão 11 meses mais novo do que eu. Crescemos na mesma casa, com os mesmos pais. Nós dois vimos minha mãe trabalhar a vida inteira, chegar em casa muitas vezes depois de todo mundo, dividir as contas da família no papel, fazer uma comida mais ou menos, viajar sozinha no Carnaval porque meu pai sempre detestou os dois.

Saídos da mesma fôrma, eu ganhei o mundo. Meu irmão casou antes dos 20 anos. Não estou contando nenhuma história que não seja a mesma de quase todo mundo que eu conheço. Esse discurso de que os homens não estão preparados para essa nova mulher seria revolucionário na época da minha avó, que se separou aos 50 anos, decidiu aprender a dirigir, fez vestibular para educação física e foi procurar emprego – porque, até então, o único duro da vida da dona Dorah tinha sido criar quatro filhos. Talvez tenha ficado mal falada na cidade. Mas era a minha avó, no tempo da minha avó.

Essa ladainha em 2014 não dá.

Quando é que a gente vai cansar de se fazer de vítima e parar de encarar os homens como incapazes? Se a gente se adaptou aos novos tempos, eles também. Ainda precisamos de ajustes aqui e ali, mas está tudo bem.

Eu não convivo com homens despreparados para essa nova mulher que sou eu, você e quase todo mundo. Tenho amigos homens, e eles querem, sim, mulheres parceiras e não dependentes. Choram no meu ombro por causa de pé na bunda.

Reclamam de mulher que não vale nada. Ficam perdidos sem saber como agradar essa fulana que, na verdade, não sabe o que quer porque cresceu acreditando que pode querer tudo. E pode. Só deveria parar de encher o saco.

Fizemos as nossas escolhas, eles fizeram as deles. Nenhuma mulher é igual.

Assim como qualquer cara pode vir com mil variações do que a gente aprendeu a conhecer por macho. Tem todo tipo por aí. Mas com todos os requisitos que a tal nova mulher – que de nova não tem nada – quer, não sobra um na face da terra que baste.

Inteligente. Óbvio. Antenado. Com certeza. Remediado. Tem remédio? Fodão. O tempo todo. Bem humorado. É o mínimo. Frágil. Nem pensar. Imaturo. Socorro. Machista. Deus me livre. Glúten free. Pra quê? Fiel. Possível. Rico. Com a graça de deus. Comprometido. Por que não?

Esqueça.

Eu agradeço por nunca ter tido um único namorado que não me quisesse da forma como eu fui criada. Ganho o meu dinheiro, bebo uísque, gosto de futebol, dirijo super bem, cuido do meu imposto de renda sozinha. Sei pregar botão, ainda que torto, não sei nem por onde começa a receita de suflê de cenoura, só vou ao supermercado pra comprar vinho e no dia em que tive que aprender a diferença de alvejante e água sanitária, dei um Google.

Compro bolsas caras, saio sozinha com as minhas amigas e nunca fui cobrada por ter que trabalhar domingo ou terça à noite. Neste momento em que escrevo e tomo vinho tem um cara lá na cozinha preparando o jantar. Um cara que me escolheu do jeito que eu sou, que vibra com as minhas vitórias e me salvou de jantar miojo ou cerveja pelo resto da vida.

Meus pais nunca perguntaram quando eu iria casar ou quando lhes daria netos. Mas sempre torceram que eu encontrasse um companheiro para dividir a vida. Eles se orgulham muito do caminho que eu quis seguir e nunca me fizeram pensar que escolher ser bem sucedida significaria ser mal amada. Conheço uma penca de gente que tem os dois porque isso aqui não é uma competição. Todo mundo quer a mesma coisa. Eu, você, o Arthur, o Marco, o Fernando, o Rodrigo, o João, a Cris, a Camila.

Todo mundo quer um chinelo velho pro seu pé cansado. Quer sossegar o rabo num relacionamento feliz e cheio de cumplicidade, de parceria, de mãos dadas no cinema, de silêncios que signifiquem enfim sós.

Chega desse discurso de ser mal compreendida pelo mundo e pelo homens. Tem muita gente avulsa por aí. Dos dois lados, por inúmeras razões. Se você acredita mesmo que ninguém te quer porque é independente e porque os homens não sabem lidar com isso, só quero lhe dizer uma coisa: você está sozinha porque é chata.

Vou jantar, porque depois tem uma pia de louça me esperando. Justo."

Enviado a mim por Afonso Z. Venturim

sábado, 26 de julho de 2014

Temos tão pouco tempo!

"Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa. Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder." Steve Jobs

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Musica do dia! :)

https://www.youtube.com/watch?v=JM6YHBtJQ6M

Obrigada!

Obrigada por não me deixar te esquecer. Porque a verdade óbvia e gritante é que eu nunca quis. Mas, um dado momento, achei que era preciso. Toda vez que eu ia sair, eu pensava em te chamar e concluía que o lugar não era bom o suficiente pra você. Que o programa, seja lá qual fosse, era pouco legal e tudo parecia sempre muito menos do muito que eu queria pra te impressionar- acho que essa é a palavra. E isso virou um ritual, rigorosamente cumprido toda vez que eu programava alguma coisa. Achei doentio e tentei focar numa possível cura. Mudei o cabelo. Conheci outros lugares e novas pessoas. Tentei me conectar com a natureza, pra ver se isso, enfim, me desconectava de nós. Engolia seu nome, a seco, nas conversas com as minhas amigas. Fiz as contas e era isso mesmo, eu não podia dar outro passo, porque não tava na minha vez de andar uma casinha nesse tabuleiro. Já tinha andado demais. Então obrigada por não ter deixado o jogo acabar. Porque, de todas as outras pessoas que eu conheci, nenhuma delas riu do meu humor azedo e grosserias doces. Ninguém me olhou com um sorriso de canto, disse "Você é muito debochada!" e me beijou com carinho, como se isso fosse a melhor coisa do mundo. Eu, tão respondona, fiquei quietinha pra observar e eternizar você. Te agradeço pelo apreço, por me olhar tão de perto. E, apesar dos pesares e desencontros da vida, agora eu sei que isso é certo: também não fui esquecida. Mas isso eu te agradeço pessoalmente, sem precisar dizer obrigada.

sábado, 28 de junho de 2014

=)

O meu amor é teu, tão teu que não se importa com a felicidade do teu sorriso longe, desde que ele se mantenha sorriso...